Balanços & Perspectivas, precisam-se !
Perante a gravidade e complexidade da situação que o País vive, que nos coloca a todos numa estreita encruzilhada, é indispensável, para vislumbrarmos um caminho de futuro sustentável, que todos os responsáveis políticos, económicos, territoriais, sociais e culturais realizem uma avaliação rigorosa e desapaixonada sobre as suas posturas, deliberações e intervenções nos últimos 30 anos.
Ao invés de análises e balanços globais, centrados nos “outros mais visíveis”, do que precisamos é que cada um, organização, pessoa ou instituição, avalie o seu papel ao longo destas três décadas, identificando as suas responsabilidades no que de positivo e negativo foi acontecendo. Não se “sacudindo a água do capote”, poder-se-á, de baixo para cima, atingir um balanço sério global que a todos se refira e interpele.
Este desafio é, principalmente, dirigido aos Partidos Políticos e Organizações da Sociedade Civil mais relevantes, considerando as diversas lideranças ao longo destes tempos.
Penso que ninguém acredita em identificações das más “heranças dos passados” em que, quem as faz, nunca admite as suas próprias responsabilidades nos erros ou desvios verificados. Direi que uma lógica de auto-crítica de cada um, poderá gerar uma “Auto-Crítica Global”.
Será que há lucidez e coragem para percorrer este caminho ? Espero e desejo que sim !
José Carlos Albino
27 / Jan. / 2012 .
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
PORTUGAL NA LAPELA,,,,
Portugal na Lapela !
Penso que já terão reparado no emblema/pin que os nossos governantes começaram a usar nas lapelas dos seus casacos, com destaque para o 1º Passos Coelho. Obviamente, não será por acaso. Que mensagens estão nessa imagem de marca, é a questão. Sendo que o 1º quando em Bruxelas coloca o pin da União Europeia. Nacionalista em Portugal e europeísta junto de Merkozy,,,?
Num tempo em que é claro que a nossa crise é parte e filha das Crises Europeias e quando estamos a ser financiados por Instituições da União Europeia, um exortar do Nacionalismo Luso “tem água no bico”.
Será que a agenda deste poder governamental é uma inspiração dum Liberalismo Nacionalista? Quer-se voltar ao “orgulhosamente sós”? Ou será que se quer dizer que a soberania desejada se queda na bandeira e no hino? Certamente a mensagem subjacente passa por abandonar qualquer desígnio de sermos construtores duma Europa mais unida e solidária.
“Levantada a lebre”, deixo-vos o desafio de se questionarem e interpelarem os ideólogos do bloco direitista que comanda os destinos do País.
Em breve, ao assunto voltaremos.
José Carlos Albino
3 de Janeiro de 2012 .
Penso que já terão reparado no emblema/pin que os nossos governantes começaram a usar nas lapelas dos seus casacos, com destaque para o 1º Passos Coelho. Obviamente, não será por acaso. Que mensagens estão nessa imagem de marca, é a questão. Sendo que o 1º quando em Bruxelas coloca o pin da União Europeia. Nacionalista em Portugal e europeísta junto de Merkozy,,,?
Num tempo em que é claro que a nossa crise é parte e filha das Crises Europeias e quando estamos a ser financiados por Instituições da União Europeia, um exortar do Nacionalismo Luso “tem água no bico”.
Será que a agenda deste poder governamental é uma inspiração dum Liberalismo Nacionalista? Quer-se voltar ao “orgulhosamente sós”? Ou será que se quer dizer que a soberania desejada se queda na bandeira e no hino? Certamente a mensagem subjacente passa por abandonar qualquer desígnio de sermos construtores duma Europa mais unida e solidária.
“Levantada a lebre”, deixo-vos o desafio de se questionarem e interpelarem os ideólogos do bloco direitista que comanda os destinos do País.
Em breve, ao assunto voltaremos.
José Carlos Albino
3 de Janeiro de 2012 .
domingo, 18 de dezembro de 2011
Da Criminalização de Pais de Alunos
Do Estatuto do Aluno
Pelas notícias vindas a lume, quero fazer um ALERTA. Para as Escolas, mas, também, à Sociedade em geral. Podem-se correr riscos, por se querer “matar abelhas com carabina”.
Falo da criminalização de Pais de alunos absentistas e/ou indisciplinados, contida no projecto de novo Estatuto do Aluno. Como vem sendo hábito, parece que perante males sociais a solução passa por mais repressão. Esta lógica já deu e vai dando maus resultados no País.
De facto, o absentismo e indisciplina elevado e grave de muitos Alunos, é algo que tem que ser combatido. Mas, parece óbvio, que estes problemas tem origem em complexas situações sociais e psicológicas, no quadro dos perturbantes tempos da actualidade. Castigar os Pais nada resolve, antes, agrava os problemas, criando novas fricções e estigmas.
Aguardemos, pois, com activa atenção crítica, pela a apresentação do projecto governamental de novo Estatuto do Aluno. Para que não seja o estatuto dos castigos aos “maus pais”. Complexos e difíceis problemas, exigem múltiplas medidas e políticas que ataquem as causas das coisas, na base da tolerância e persuasão.
ALERTA, fico !
José Caros Albino
18 / 12 / 2011
Pelas notícias vindas a lume, quero fazer um ALERTA. Para as Escolas, mas, também, à Sociedade em geral. Podem-se correr riscos, por se querer “matar abelhas com carabina”.
Falo da criminalização de Pais de alunos absentistas e/ou indisciplinados, contida no projecto de novo Estatuto do Aluno. Como vem sendo hábito, parece que perante males sociais a solução passa por mais repressão. Esta lógica já deu e vai dando maus resultados no País.
De facto, o absentismo e indisciplina elevado e grave de muitos Alunos, é algo que tem que ser combatido. Mas, parece óbvio, que estes problemas tem origem em complexas situações sociais e psicológicas, no quadro dos perturbantes tempos da actualidade. Castigar os Pais nada resolve, antes, agrava os problemas, criando novas fricções e estigmas.
Aguardemos, pois, com activa atenção crítica, pela a apresentação do projecto governamental de novo Estatuto do Aluno. Para que não seja o estatuto dos castigos aos “maus pais”. Complexos e difíceis problemas, exigem múltiplas medidas e políticas que ataquem as causas das coisas, na base da tolerância e persuasão.
ALERTA, fico !
José Caros Albino
18 / 12 / 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Dos Passados, à construção dos Futuros
HERANÇAS DO PASSADO – quando começaram ?
Leio, ouço e vejo em jornais, rádios e televisões, dizer-se que os nossos problemas actuais têm a ver com o “Passado Herdado”. Obviamente, estou de acordo. Foi por isto que, ainda adolescente, gostei de estudar História e falar com os mais velhos.
Mas, quase sempre, dizem que o passado começou há 7 anos com a chegada de Sócrates ao Poder, enquanto 1º. Ministro. Quanto muito refere-se ao advento de Guterres, pelos idos de 96 do século passado.
Será que Portugal não existia antes ? Certamente que sim, mas isso são outras histórias. Histórias de branqueamento da História ?
Não indo aos tempos do “apodrecimento da monarquia”, nem á época da “inconsequência da 1ª. República” e sem referenciar “ o imobilismo castrador do passadista Estado Novo”, é obrigatório fazer uma retrospectiva da modernidade da nossa democracia, pós 25 de Abril. Falamos, apenas, de 4 décadas da nossa História. Após apenas 2 anos de “Processo Revolucionário”, vivemos diversas situações de sinais contrários que não responderam à necessária reconversão do nosso modelo de desenvolvimento económico, social e territorial. Nestes 35 anos, os vários Poderes não superaram os atrasos dos passados. Mas, há tempos diferentes e uns mais marcantes que outros nas oportunidades perdidas.
E, ao contrário das “vozes do dono”, as épocas de maior desperdício e agravamento dos nossos bloqueios foram os tempos em que a Direita esteve, de forma absoluta, no Poder. Foram os anos da AD (Aliança Democrática – PSD/CDS - ) na passagem dos 70s para os 80s e a década do Consulado Cavaquista, com maiorias absolutas do PSD. Primeiro, na ganância de perpetuar os valores do liberalismo, esgotaram-se os meios financeiros resultantes de austeridades para equilibrar as contas públicas e deixou-se o país de rastos. Depois, desbarataram-se os Fundos Comunitários na “aposta no betão” e na liquidação do nosso aparelho produtivo, sem alternativas de futuro e com ilusões consumistas. Foram estes períodos históricos que se constituíram como o “Pai do Monstro”.
Obviamente que tal não apaga as inconsequências, impasses e desvios dos Governos de Guterres e Sócrates. O esquecimento ou abrandamento das reformas que superariam os lobbys, impediram a indispensável reconstrução do País e agravaram os desequilíbrios da economia e finanças nacionais.
Perante estes “Passados dos nossos Descontentamentos”, hoje os desafios são enormes e complexos. Que uma leitura crítica de todos os passados gerem um processo de regeneração do país são os nossos votos e empenhos. Nunca o desvirtuamento da história nos levará “ a bom posrto”.
Apelando ao rigor na análise histórica dos 40anos de Democracia, sugiro uma forte concentração na procura e efectivação das prioridades para um Novo Modelo de Desenvolvimento Sustentável.
Desafio difícil, mas realizável se ousados nas vias alternativas e persistentes na sua concretização.
Com rigor histórico, façamo-nos ao caminho !
José Carlos Albino .
Messejana, 9 de Dezembro de 2011 .
Leio, ouço e vejo em jornais, rádios e televisões, dizer-se que os nossos problemas actuais têm a ver com o “Passado Herdado”. Obviamente, estou de acordo. Foi por isto que, ainda adolescente, gostei de estudar História e falar com os mais velhos.
Mas, quase sempre, dizem que o passado começou há 7 anos com a chegada de Sócrates ao Poder, enquanto 1º. Ministro. Quanto muito refere-se ao advento de Guterres, pelos idos de 96 do século passado.
Será que Portugal não existia antes ? Certamente que sim, mas isso são outras histórias. Histórias de branqueamento da História ?
Não indo aos tempos do “apodrecimento da monarquia”, nem á época da “inconsequência da 1ª. República” e sem referenciar “ o imobilismo castrador do passadista Estado Novo”, é obrigatório fazer uma retrospectiva da modernidade da nossa democracia, pós 25 de Abril. Falamos, apenas, de 4 décadas da nossa História. Após apenas 2 anos de “Processo Revolucionário”, vivemos diversas situações de sinais contrários que não responderam à necessária reconversão do nosso modelo de desenvolvimento económico, social e territorial. Nestes 35 anos, os vários Poderes não superaram os atrasos dos passados. Mas, há tempos diferentes e uns mais marcantes que outros nas oportunidades perdidas.
E, ao contrário das “vozes do dono”, as épocas de maior desperdício e agravamento dos nossos bloqueios foram os tempos em que a Direita esteve, de forma absoluta, no Poder. Foram os anos da AD (Aliança Democrática – PSD/CDS - ) na passagem dos 70s para os 80s e a década do Consulado Cavaquista, com maiorias absolutas do PSD. Primeiro, na ganância de perpetuar os valores do liberalismo, esgotaram-se os meios financeiros resultantes de austeridades para equilibrar as contas públicas e deixou-se o país de rastos. Depois, desbarataram-se os Fundos Comunitários na “aposta no betão” e na liquidação do nosso aparelho produtivo, sem alternativas de futuro e com ilusões consumistas. Foram estes períodos históricos que se constituíram como o “Pai do Monstro”.
Obviamente que tal não apaga as inconsequências, impasses e desvios dos Governos de Guterres e Sócrates. O esquecimento ou abrandamento das reformas que superariam os lobbys, impediram a indispensável reconstrução do País e agravaram os desequilíbrios da economia e finanças nacionais.
Perante estes “Passados dos nossos Descontentamentos”, hoje os desafios são enormes e complexos. Que uma leitura crítica de todos os passados gerem um processo de regeneração do país são os nossos votos e empenhos. Nunca o desvirtuamento da história nos levará “ a bom posrto”.
Apelando ao rigor na análise histórica dos 40anos de Democracia, sugiro uma forte concentração na procura e efectivação das prioridades para um Novo Modelo de Desenvolvimento Sustentável.
Desafio difícil, mas realizável se ousados nas vias alternativas e persistentes na sua concretização.
Com rigor histórico, façamo-nos ao caminho !
José Carlos Albino .
Messejana, 9 de Dezembro de 2011 .
Do "PASSADO" - só introdução -
HERANÇAS DO PASSADO – quando começaram ?
Leio, ouço e vejo em jornais, rádios e televisões, dizer-se que os nossos problemas actuais têm a ver o “Passado Herdado”. Obviamente, estou de acordo. Foi por isto que, ainda adolescente, gostei de estudar História e falar com os mais velhos.
Mas, quase sempre, dizem que o passado começou há 7 anos com a chegada de Sócrates ao Poder, enquanto 1º. Ministro. Quanto muito refere-se ao advento de Guterres, pelos idos de 96 do século passado.
Será que Portugal não existia antes ? Certamente que sim, mas isso são outras histórias. Histórias de branqueamento da História ?
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Leio, ouço e vejo em jornais, rádios e televisões, dizer-se que os nossos problemas actuais têm a ver o “Passado Herdado”. Obviamente, estou de acordo. Foi por isto que, ainda adolescente, gostei de estudar História e falar com os mais velhos.
Mas, quase sempre, dizem que o passado começou há 7 anos com a chegada de Sócrates ao Poder, enquanto 1º. Ministro. Quanto muito refere-se ao advento de Guterres, pelos idos de 96 do século passado.
Será que Portugal não existia antes ? Certamente que sim, mas isso são outras histórias. Histórias de branqueamento da História ?
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Do "PASSADO" - só introdução -
HERANÇAS DO PASSADO – quando começaram ?
Leio, ouço e vejo em jornais, rádios e televisões, dizer-se que os nossos problemas actuais têm a ver o “Passado Herdado”. Obviamente, estou de acordo. Foi por isto que, ainda adolescente, gostei de estudar História e falar com os mais velhos.
Mas, quase sempre, dizem que o passado começou há 7 anos com a chegada de Sócrates ao Poder, enquanto 1º. Ministro. Quanto muito refere-se ao advento de Guterres, pelos idos de 96 do século passado.
Será que Portugal não existia antes ? Certamente que sim, mas isso são outras histórias. Histórias de branqueamento da História ?
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Leio, ouço e vejo em jornais, rádios e televisões, dizer-se que os nossos problemas actuais têm a ver o “Passado Herdado”. Obviamente, estou de acordo. Foi por isto que, ainda adolescente, gostei de estudar História e falar com os mais velhos.
Mas, quase sempre, dizem que o passado começou há 7 anos com a chegada de Sócrates ao Poder, enquanto 1º. Ministro. Quanto muito refere-se ao advento de Guterres, pelos idos de 96 do século passado.
Será que Portugal não existia antes ? Certamente que sim, mas isso são outras histórias. Histórias de branqueamento da História ?
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segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Santa Maria - FERIADO !
Santa Maria – O NOSSO FERIADO !
Nesta época de cortes e extinções, calhará agora a vez de acabar com feriados. E já decidiram que são quatro. Dois civis e dois religiosos. E é sobre os religiosos que quero expressar opinião e indignação.
Após contactos invisíveis, surgiu a notícia que um dos Feriados a extinguir, segundo a hierarquia católica, seria a “Santa Maria” / Nossa Senhora da Assunção, a 15 de Agosto. De todos os pontos de vista seria um erro grave e um disparate. Vejamos.
Do ponto de vista da fé católica popular é a data mais comemorada em todo o país e celebra Nossa Senhora, Padroeira de Portugal, enquanto ícone religioso. No domínio sócio/cultural, constitui-se num forte momento de confraternização e de auto estima dos muitos locais que fazem o país. Também na óptica económica não se justifica. É no período de mais férias dos trabalhadores, logo com menores efeitos na produção, e afirma-se como importante evento para as economias locais.
Esperemos que o bom senso e responsabilidade imperem e continuemos a comemorar e festejar as Santas Marias das nossas Terras!
FERIADO DE SANTA MARIA, PARA SEMPRE !
José Carlos Albino .
Messejana, 28 de Novembro de 2011 .
Nesta época de cortes e extinções, calhará agora a vez de acabar com feriados. E já decidiram que são quatro. Dois civis e dois religiosos. E é sobre os religiosos que quero expressar opinião e indignação.
Após contactos invisíveis, surgiu a notícia que um dos Feriados a extinguir, segundo a hierarquia católica, seria a “Santa Maria” / Nossa Senhora da Assunção, a 15 de Agosto. De todos os pontos de vista seria um erro grave e um disparate. Vejamos.
Do ponto de vista da fé católica popular é a data mais comemorada em todo o país e celebra Nossa Senhora, Padroeira de Portugal, enquanto ícone religioso. No domínio sócio/cultural, constitui-se num forte momento de confraternização e de auto estima dos muitos locais que fazem o país. Também na óptica económica não se justifica. É no período de mais férias dos trabalhadores, logo com menores efeitos na produção, e afirma-se como importante evento para as economias locais.
Esperemos que o bom senso e responsabilidade imperem e continuemos a comemorar e festejar as Santas Marias das nossas Terras!
FERIADO DE SANTA MARIA, PARA SEMPRE !
José Carlos Albino .
Messejana, 28 de Novembro de 2011 .
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