terça-feira, 4 de março de 2014

"MORRAM OS RELVAS PIM ! PUM !"


“Morram os Relvas, PIM ! PUM ! “ Em 1916, Almada Negreiros, com 23 anos, subindo a mesa de Café, declamou o seu Manifesto Anti -Dantas, tendo a partir daí a ser um enorme êxito editorial e um pré anúncio do Movimento Futurista. Deixo-vos, com as suas palavras iniciais: “Basta Pum Basta ! Uma geração, que consente deixar-se representar por um Dantas, é uma Geração que nunca o foi. É um coito d”indigentes, d”indignos e de cegos. É uma rêsma de charlatões e de vendidos, e só pode parir a baixo de zero. Abaixo a Geração ! Morra o Dantas, Morra ! PIM !” Não vivi em 1916, mas sei que Dantas era o “Culto do Regime”, porque proclamava mediocridades e posturas serôdias, servindo ignorância ao Povo, conforme vontade do Poder. Nós por cá, em 2014, quase cem anos depois, temos um Relvas que, não na Cultura, mas na Política e Economia, mexe os cordelinhos que conduzam à perpetuação do mesmo Pessoal nos Poderes. Outros Relvas, de várias especialidades e em vários palcos, seguem-lhe o exemplo, com as necessárias adaptações, pois Relvas só há UM ! Mas o Relvas é bem pior e mais perigoso que o Dantas, pois não é tanto por representar uma Geração, é mais como actor-jogador desta época perdida e ser sua imagem, hoje recolocada nos palcos partidários, por chamamento do seu principal dependente – o Passos, 1º Ministro. Contudo, concluo com uma pergunta a vós caros Leitores. Acham que aquele parágrafo do Manifesto Anti -Dantas, pode ser fato para os Relvas de hoje? A resposta deem ao vosso circulo de companheir@s. José Carlos Albino . Messejana, 4 de Março de 2014 .

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

"RIQUEZA ILUSÓRIA",,,,,seg, Passos Coelho,,,,


“RIQUEZA ILUSÓRIA” Passos Coelho, 1º do Governo revolucionário da direita portuguesa & chefe do seu partido grande, surpreendeu-nos (?) com mais uma tirada e, sem pestanejar, disse : “Sabemos é que não regressaremos àquilo que eram os níveis de RIQUEZA ILUSÓRIA que tivemos antes da crise de 2011”. Duas conclusões quer o visionário que nós tiremos : » as riquezas que ganhámos, porque fruto duma ilusão de que fomos coniventes, temos que as pagar ao Estado e à banca que nos salvará, durante os anos necessários para saldar, com juros, as indevidas apropriações ou roubos que fizemos a empresários, banca e erário público. Devemos, pois, dolosamente, sermos obedientes e confiantes nos que nos patrioticamente nos governam, para que, a seu tempo, possamos ambicionar vir a atingir os valores dos passados tempos em que nos iludíamos. » a continuação do empobrecimento dos que trabalham ou trabalharam é inevitável e, por isso, obrigatória missão para quem nos comanda no governo e na gestão dos capitais, de que dependemos e precisamos. Aprender a viver com pouquinho, o nosso contributo para salvar a nação. Infelizmente não estamos a inventar e, mais grave, as pessoas assustadas e desconfiadas que proliferam no país vão assimilando estas mensagens, aceitando que são culpados dos devaneios da democracia, pelo que devem tudo fazer para evitar crises governamentais, que nos afastaria da única via segura. Perante esta doutrina e propaganda em curso, apenas deixo no ar a pergunta –A ALTERNATIVA NÃO TERÁ QUE SER REVOLUCIONÁRIA ? José Carlos Albino . Messejana, 27 / 28 de Janeiro de 2014 .

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

PALAVRAS CAPTURADAS ! ! !


PALAVRAS CAPTURADAS Suponho que, todos vós, já se depararam com o problema de interpretar ou usar palavras, que nos vão entrando frequentemente nos écrans públicos, em cada época ou contexto. Ao lermos criticamente as mesmas palavras, com enquadramentos e significados tão diferentes e por pessoas diametralmente diversas, somos tentados a já não as “levar a sério”. Quando somo nó a ter que comunicar com públicos, falando ou escrevendo, vemo-nos à brocha na procura das palavras que transmitam, com rigor, o que queremos transmitir. Muitas vezes, somos tentados a muito adjectivar ou a usar as muletas das aspas. Mas, se há palavras que são capturadas pelo seu uso & abuso, nomeadamente aquelas que expressam Valores Civilizacionais essenciais, outras são capturadas por desvio dos seus próprios objectos a qualificar, de que é notável exemplo o uso do verbo “Calibrar” para os aumentos nos cortes das pensões. Umas capturas são feitas para abatimento, outras, são feitas para serem travestidas, para bem enganar os clientes; neste caso, as/os Portugueses. Se isto se deve a políticos e líderes económicos demagogos, o que, infelizmente, é normal, alguma cobertura ou silêncio dos profissionais da Comunicação não é tolerável. Aos jornalistas, em 1ª linha, reclama-se que saibam interpretar correctamente as mensagens, enunciando e esclarecendo os reais significados das palavras, ao invés das repetir, tal como de ampliadores de som se tratassem. Fica, pois, o apelo para que tod@s trabalhemos para LIBERTAR AS PALAVRAS ! José Carlos Albino . Messejana, 13/14 de Janeiro de 2014 .

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2014 - "KAIRÓS" !


2014 : “KAIRÓS” ! ( 1. ) “Kairós - do grego antigo – “Tempo”, como “o momento oportuno”; natureza qualitativa do tempo. É como “TEMPO OPORTUNO” que desejo olhar e visualizar o Novo Ano em que vamos entrar, desejando, à partida, “BOAS ENTRADAS” ! Quanto ao Ano que agora termina, o 13 do Século, na sua dureza e de desafios desencontrados, quero olhá-lo e compreender como fonte de ensinamentos para os presentes futuros. Porque, o futuro começa hoje ! Sobre o desastre social e económico, de empobrecimento e perda de direitos & oportunidades, já está dito e escrito o suficiente, não obstante, os foguetes governamentais e dos “comentadores económicos” ao serviço das agressões da Troika, comandada pela Alemanha, que nos pintam, mais uma vez, os dois próximos anos de expansão e de retoma das soberanias. Mas, o que quero relevar, é a desorientação, apatia, fechamento, medo, submissão e pavor que percorre a maioria dos deserdados dos combates às crises dos capitais, que recuperam à conta dos que trabalham ou trabalharam. Se assistimos, e até participámos, a diversas e fortes momentos e acções de contestação e indignação de diversos sectores e grupos sócio culturais, é um facto que após picos de enorme expressão social, se viviam ressacas até que novas agressões voltassem a revoltar as consciências e carteiras, mas nunca se tendo gerado o “efeito bola de neve” que contagiasse e aglutinasse a esmagadora maioria do “Povo”, as ditas classes Baixas & Médias. Perceber porquê é uma das principais lições a tirar em 2014. Tudo isto aconteceu porque a estratégia da propaganda governamental, abençoada e fundada na Troika, de “dividir para reinar” e de projectar “o inferno” caso não sejamos obedientes face às suas inevitáveis e salvíficas políticas & medidas, conseguiu paralisar e manietar os amplos sectores conservadores das “classes baixas”. Assim, a primeira oportunidade que temos que saber agarrar é a desmontagem e superação desta estratégia. Tal implica saber encontrar as alianças e convergências entre todos os sectores e grupos atacados e desprezados pelas políticas em curso, que se vão manter. Mas, como não há alianças possíveis sem objectivos comuns, uma outra oportunidade para a qual temos que arranjar/ganhar tempo, é para ir construindo um quadro programático de objectivos & caminhos de curto, médio e longo prazo, sendo que um “Programa Mínimo” claro e realista, que abra caminho a uma “longa marcha” pelo desenvolvimento solidário e sustentável, deva ser uma realidade em 2014. Mas, como, quando, onde e com quem se vão construindo objectivos, caminhos & discurso/comunicação científica e mobilizadora ? No concreto, como diz o povo, que temos e podemos fazer ? Partindo dos Locais e Territórios em que vivemos, trabalhamos e convivemos, com relações de proximidade, sermos empreendedores (qualificativo muito na moda), de forma colectiva e organizada, na indignação e revolta e na construção de soluções e alternativas para superar as dificuldades vividas e realizar sonhos hoje ensombrados. Reconstruindo e renovando iniciativas e projectos que, respondendo ao imediato, reabram horizontes de esperança em futuros, em que as Pessoas são a razão de ser das economias locais, nacionais e globais. Direi, que a estratégia será ir construindo veredas que contribuam, também pelo exemplo, para um caminho programático nacional e europeu, em que as lideranças políticas, sociais e económicas se renovem nos métodos e prioridades, sabendo bem interpretar o que se vive e realiza nas bases da sociedade. Sabendo que a Democracia Representativa só será sólida e sustentável, se também alimentada pelas mais diversas formas de Democracia Participativa. Reconhecendo que a Economia é o motor da satisfação das necessidades individuais e colectivas das populações, mas que, para tal, tem que apostar em soluções e direções que levem em conta, em 1º lugar, as Pessoas & Territórios que as acolhe e promovam uma justa e digna retribuição dos rendimentos dos que produzem bens e serviços, permitindo que se vá forjando solidariedade social e territorial. Dirão que do pessimismo na análise do presente, passo para sonhos e ambições irrealizáveis. Penso que não, pois tenho a convicção que, mais tarde ou mais cedo, este caminho é insubstituível e se irá realizando. Mas, também, sei que este caminho é longo e pedregoso, que para avançar tem que ir construindo soluções que, a cada tempo, melhorem as condições de vida das populações e pessoas vítimas do empobrecimento em curso. Por último, sei que este caminho precisa de mudanças substanciais e sólidas no quadro político da nossa Democracia, o que exigirá das lideranças político-partidárias, visíveis e claras alterações na forma de se relacionarem com os eleitorados, formados por cidadãos e não por consumidores de ilusões. Eu vou apostar nesta estratégia e espero encontrar muitos de vós, pois só assim as ideias serão clarificadas e bem agarradas ao terreno. Cá e lá vos espero ! ( 1. ) Mote inspirado na excelente Crónica de José Tolentino Mendonça, na Revista do “Expresso” de 28/Dez./2013, intitulada, “ESTÁ LÁ ?”. Fica o agradecimento pela inspiração. José Carlos Albino . Messejana, 30/31 de Dezembro de 2013 .

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

SOLIDARIEDADE,,,?,,,!|


SOLIDARIEDADE ? ! Do Dicionário Houaiss – “Compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas às outras e cada uma delas a todos”. SOLIDÁRIO – “em que há responsabilidade recíproca ou interesse comum”. Será deste contrato e posicionamento social que, hoje, por tudo e por nada, dirigentes políticos, económicos e sociais proclamam e juram que os Portugueses, com eles à frente, são Solidários e praticam Solidariedade ??? Claro que não !!! O que se pratica, de quando em quando, é disponibilizar as sobras dos que mais têm e do Estado (após pagarem caninamente aos credores usurários), àqueles que vivem na miséria, não para lhes proporcionar uma vida digna, mas para que sobrevivam à míngua. Tal como esta, muitas palavras e noções/valores são capturadas pelos poderes estabelecidos, para melhor ludibriarem a maioria do povo, preservando os seus privilégios. Espantoso exemplo disto, é o facto do Sr. Soares dos Santos, dono do “Pingo Doce”, afirmar que dará cabazes de natal aos seus empregados que estão a passar fome, em vez de lhes aumentar os salários e/ou pagar prémios correspondentes aos lucros que eles proporcionam. Denunciar esta hipocrisia, que abunda na sociedade portuguesa, é um imperativo ético e político, para que, solidariamente, se ataque as causas de tanta e enormes disparidades nos rendimentos e oportunidades. E, “o caminho, faz-se caminhando”, sempre ! José Carlos Albino . Messejana, 18 de Dezembro de 2013 .

segunda-feira, 25 de novembro de 2013


"SOPHIA e o Renascer da ESPERANÇA !" ,,,,saído hoje no "Púbico",,,,25/11/13 .


SOPHIA e o Renascer da Esperança ! Graças ao excelente Artigo de José Manuel dos Santos, em que propõe um activo Tributo à Poetisa & Cidadã Sophia de Mello Breyner, juntando os 10 anos do seu falecimento físico e os 40º Aniversário do 25 de Abril, venho saudar a iniciativa e alertar para que façamos destas fortes simbólicas datas, um movimento cívico & cultural que nos mobilize para o indispensável “Renascer da Esperança”! Não tenho dúvidas, relendo tantos dos seus belos poemas, que Sophia só aceitaria esta mais que justa homenagem, se associada a um processo de revolta e intervenção cívica que nos faça superar esta “ longa tenebrosa e perita degradação das coisas”. Fazermos de 2014 um marco de viragem neste conjuntural duro momento histórico, é um imperativo de todos e todas que “procuram uma relação justa com a pedra, com a árvore, com o rio, necessariamente levados pelo espírito da verdade que os anima, a procurar uma relação justa com o homem” . Porque é do Aniversário do 25 de Abril que, também, se trata, termino com a citação do Poema com que o saudou: “Esta é a madrugada que eu esperava/ O dia inicial inteiro e limpo/ Onde emergimos da noite e do silêncio/ E livres habitamos a substância do tempo”. 2014, o Ano do Renascer da Esperança ! José Carlos Albino Messejana, 20 de Novembro de 2014 .
 
Acessos: