segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Memórias Cruzadas - 02 -

Memórias – de moços a cinquentões
Para já, vou para as “Memórias Cruzadas”, partindo dos registos que tenho desde que me conheço, ainda criança. Estamos, assim, no arranque dos Anos 60 do Século passado. Só é meia década.
Falemos de viagens. Olhemos os tempos para que encontros se realizem. Assumir as mudanças, talvez supersónicas, para melhor ir Mudando, o nosso interesse.
Messejana a Lisboa, um percurso de caminhos. A minha primeira viagem de Messejana para alcançar Lisboa, via Transportes Públicos, terá sido há 50 anos.
Aos seis anos vi-me envolvido na aventura de partir das “berças” até à Capital do Império, num país da incomunicação. A partida de Aljustrel foi às 9.30. Aos mais novos daria um rebuçado se acertassem na hora de aterrar no Terreiro do Paço.
Numa camioneta, tipo “machimbombo”, parámos e estacionámos em Ferreira, Torrão, Alcácer, Setúbal e Almada. E chegados a Cacilhas, ponto último da margem esquerda, faltava o cacilheiro para “a outra margem”. Com tudo chegámos ao fim da tarde, 19.30, ao distante Terreiro do Paço. Foram dez horas.
Hoje em Transportes Públicos são duas horas e meia. Em carro próprio comunica-se em hora e um quarto. Nas percentagens na moda, ganhámos 500 por cento.
Mas que resultado, que ganhos, o País com as suas Gentes e Teritórios obtiveram ? Pouco, muito pouco. Mudou-se na forma, pouco na substância. Estreitou-se nos tempos, mas alongou-se nos modos.
Perante estas mudanças, que dirão ?
José Carlos Albino – Messejana -

sábado, 8 de outubro de 2011

MEMÓRIAS CRUZADAS - 01 -

MEMÓRIAS CRUZADAS
Decidi agarrar uma nova onda de crónicas, com um pressuposto e objectivo claros. Contribuir, de forma simples e nos costumes, para entender e sentir as MUDANÇAS vividas nas últimas cinco décadas. Tudo, porque a memória colectiva é curta e desfocada.
E sem história, não haverá futuro que nos aqueça as nossas almas. Porque temos que nos assumir como estafetas do que fomos herdando, para o que formos construindo. Passado, presente e futuros à procura duma linha condutora que nos ilumine os caminhos das felicidades terrenas.
Memórias, de tempos diferentes, para sentirmos que podemos ser arautos de novas esperanças.
Tentaremos várias temáticas, talvez todas, para nos revermos em todas as nossas dimensões.
“Os dados estão lançados !”
Cruzemos memórias, a bem dos futuros !
zé carlos albino
em Messejana .

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ECONOMIA - ALTERNATIVA DE FUTURO -

ECONOMIA COM FUTURO – alternativa em construção
A Economia, de há duas décadas, anda na boca de toda a gente. Por boas e más razões. Boas, na medida em que se reconheceu que as “coisas da economia” eram fundamentais para perceber e condicionar as nossas vidas sociais. Más, porque os mandantes do “mundo da globalização” elegeram a “economia-contabilidade” como o soporífero para perpetuarem a sua ideologia ultra liberal e anti-social. E os Órgãos de Comunicação Social especializaram-se em temas económicos, mas sempre sem questionarem os fundamentos do “pensamento único” que anunciou “o fim da história”.
Mas a história foi-se fazendo. Embora de baixo de água e silenciados, os cientistas da economia foram exercendo o seu dever de análise crítica e de clarificação dos cenários que se vão apresentando nos nossos futuros.
A Conferência “Economia Portuguesa – uma economia com futuro” de 30 de Setembro, envolvendo mais de cinco centenas de participantes, constitui um marco, uma fronteira aberta para que os caminhos alternativos na Economia que se vão desenhando por todo o Território Nacional se vão conjugando e ganhando maior visibilidade e factor de mobilização dos Agentes e Actores que combatem as Crises e as pretendem superar.
Acertados nas causas dos desastres da actualidade – “a libertinagem dos capitais selvagens” -, o desafio é desenhar e percorrer os caminhos duma Economia ao serviço das “Gentes & Territórios” que garantam futuros dignos para os Jovens e Vindouros.
Sobre os caminhos, em breve voltaremos para os nossos contributos.
José Carlos Albino
Messejana, 3 de Outubro de 2011 .

domingo, 2 de outubro de 2011

Economia & Alternativa

ECONOMIA COM FUTURO – alternativa em construção
A Economia, de há duas décadas, anda na boca de toda a gente. Por boas e más razões. Boa, na medida em que se reconheceu que as “coisas da economia” eram fundamentais para perceber e condicionar as nossas vidas sociais. Más, porque os mandantes do “mundo da globalização” elegeram a “economia-contabilidade” como o soporífero para perpetuarem a sua ideologia ultra liberal e anti-social. E os Órgãos de Comunicação Social especializaram-se em temas económicos, mas sempre sem questionarem os fundamentos do “pensamento único” que anunciou “o fim da história”.
Mas a história foi-se fazendo. Embora de baixo de água e silenciados, os cientistas da economia foram exercendo o seu dever de análise crítica e de clarificação dos cenários que se vão apresentando nos nossos futuros.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

GENTES & TERRITÓRIOS

GENTES & TERRITÓRIOS
- uma combinação virtuosa para o Progresso !

Desde há muito que considero e publicamente defendo que o Desafio da “Coesão Territorial” é uma questão central nos impasses e oportunidades dos nossos Desenvolvimentos. Hoje essa ideia está reforçada e mais clara. Porque os desequilíbrios territoriais continuam a agravar-se e, principalmente, porque concluo que a desvinculação das Pessoas e actividades económicas com os Territórios é a causa das causas das nossas actuais Crises.
Esta visão e postura aérea não tem a ver connosco Humanos, porque não somos Pássaros. Nós temos obrigatoriamente de ter cabeça, tronco e membros ligados à Terra. Só artificialmente e a espaços planamos sobre a Terra. Quando somos afastados dos nossos Locais-Comunidades vamos perdendo identidades e visões humanistas. Vamos sacrificando os nossos futuros, particularmente os dos vindouros, porque nas pressas dos voos do já, hoje e na hora perdemos lucidez estratégica.
Exemplo claro e brutal do afirmado são os “Impérios Financeiros”, que voam nos céus observando e intervindo em todas as partes do Mundo, mas sempre desligados dos Territórios e das Gentes. E todos sabemos o que essas práticas e posturas provocaram no nosso Mundo, Continente, País, Região e Local. Diremos que uns encavalitados lhes vai faltando o ar e outros sem calor de largas envolvências humanas vão arrefecendo, mas uns e outros tristes e sem irem tocando e perspectivando as possíveis felicidades terrenas.
Exige-se, pois, que se desenhe e incremente Estratégias que gerem “uma combinação virtuosa de Gentes & Territórios para o Progresso. Esta uma opção de vida ou morte para TODOS NÓS E PARA O NOSSO PLANETA.
Repovoar e descongestionar Territórios será imprescindível. Mesmo do ponto de vista estritamente económico, densidades demográficas equilibradas favorecem um desenvolvimento sustentável, particularmente agora com o estreitamento de distâncias, face ao avanço fabuloso das comunicações entre Pessoas e Territórios.
Este caminho implica que todas as lideranças – políticas, sociais, económicas e territoriais – se envolvam neste Desígnio, o que significa abandonar “mais do mesmo” e combater os “lobbys conservadores”. Ao Estado exige-se Políticas Públicas que incrementem, favoreçam e facilitem este caminho, seguindo as conclusões das avaliações críticas do que foi e não feito nas últimas três décadas. À Sociedade Civil Organizada caberá o imprescindível papel de mobilização dos actores e empreendedores nos diferentes Territórios para, de forma conjugada, para novos e renovados projectos e iniciativas. Mobilização que exigirá divulgação, sensibilização e formação de grande qualidade e amplamente participada.
Como diz o Povo, “mais vale tarde , que nunca !”. Mas o tempo URGE !
Façamo-nos ao caminho !

José Carlos Albino
Messejana, 26 de Setembro de 2011 .

Nota : - Sugiro leitura ou releitura do Artigo de Miguel Sousa Tavares na últina edição do “Expresso”, intitulado “O que correu mal ? “.

V. P. V. - "Uma geração perdida" -

V. P. V. – assume AUTO-CRÍTICA…?!
( “Uma geração perdida” – 25/09/2011 no “Público”)
Como leitor compulsivo dos artigos de opinião de Vasco Pulido Valente desde que é colunista na Comunicação Social e seu antigo aluno no ano de fundação do ISCTE em 1972, congratulo-me com a sua crónica intitulada “Uma Geração perdida”, porque parece que se incluiu nos alvos dos seus pertinentes e terríficos “ataques” aos dirigentes políticos, sociais, económicos e científicos do nosso país, particularmente nos “tempos” pós-25 de Abril, com liberdade e democracia.
Porque VPV é, desde jovem estudante, investigador e professor, um Activo Agente de Intervenção na Vida Pública Nacional, incomodava-me que a sua contundente e áspera capacidade crítica nunca se tivesse virado para si e para os seus parceiros de percursos públicos, integrantes duma Geração ( a de 50/60/70s ). Gostei da crónica porque lúcida e com valorização da capacidade de sabermos nos olharmos criticamente. Mas penso que a “matéria” tratada exige melhores e mais abrangentes análises. A “Geração Perdida” não é caracterizada e claramente identificada nas suas posturas, com tronco comum e vários ramos diferenciados.
Então, umas notas breves para desafiar a que se desenvolva esta matéria da(s) “ Geração(ões) Perdida(s)”.
No quadro da Geração dos Jovens que nasceram para a Intervenção Cívico-Política nos anos Sessentas e Setentas, ainda com o Regime de Ditadura, observaram-se no Pós 25 de Abril diversos percursos de modos e tipos de Intervenção na Vida Pública Democrática. Mas penso que houve e há dois caminhos principais nestes percursos. Uns, que nunca abandonaram a assunção de Responsabilidades de Lideranças Políticas e/ou Sociais nestas quatro décadas de Regime Democrático e, assim, alvos da análise crítica pública. Outros que, com pontuais Intervenções na “Coisa Pública”, vieram a ausentar-se duma Intervenção Cívica e Política de Compromisso com Organizações Sociais e Políticas ou Instituições do Estado Democrático. Mas com vários a serem proclamados como “fazedores de opinião”.
Se os que tem estado activos e com responsabilidades são brutalmente avaliados por VPV e cronistas de serviço, os ausentes e escondidos são excluídos de qualquer avaliação e critica. Está bem,,? Eu sou daqueles que consideram que mais vale uma má decisão, do que fugir a ter respostas.
Por aqui me fico, na esperança que o desafio de debate seja aberto e construtivo.

José Carlos Albino
Messejana, 26 de Setembro de 2011 .

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

 
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