segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ECONOMIA - ALTERNATIVA DE FUTURO -

ECONOMIA COM FUTURO – alternativa em construção
A Economia, de há duas décadas, anda na boca de toda a gente. Por boas e más razões. Boas, na medida em que se reconheceu que as “coisas da economia” eram fundamentais para perceber e condicionar as nossas vidas sociais. Más, porque os mandantes do “mundo da globalização” elegeram a “economia-contabilidade” como o soporífero para perpetuarem a sua ideologia ultra liberal e anti-social. E os Órgãos de Comunicação Social especializaram-se em temas económicos, mas sempre sem questionarem os fundamentos do “pensamento único” que anunciou “o fim da história”.
Mas a história foi-se fazendo. Embora de baixo de água e silenciados, os cientistas da economia foram exercendo o seu dever de análise crítica e de clarificação dos cenários que se vão apresentando nos nossos futuros.
A Conferência “Economia Portuguesa – uma economia com futuro” de 30 de Setembro, envolvendo mais de cinco centenas de participantes, constitui um marco, uma fronteira aberta para que os caminhos alternativos na Economia que se vão desenhando por todo o Território Nacional se vão conjugando e ganhando maior visibilidade e factor de mobilização dos Agentes e Actores que combatem as Crises e as pretendem superar.
Acertados nas causas dos desastres da actualidade – “a libertinagem dos capitais selvagens” -, o desafio é desenhar e percorrer os caminhos duma Economia ao serviço das “Gentes & Territórios” que garantam futuros dignos para os Jovens e Vindouros.
Sobre os caminhos, em breve voltaremos para os nossos contributos.
José Carlos Albino
Messejana, 3 de Outubro de 2011 .

domingo, 2 de outubro de 2011

Economia & Alternativa

ECONOMIA COM FUTURO – alternativa em construção
A Economia, de há duas décadas, anda na boca de toda a gente. Por boas e más razões. Boa, na medida em que se reconheceu que as “coisas da economia” eram fundamentais para perceber e condicionar as nossas vidas sociais. Más, porque os mandantes do “mundo da globalização” elegeram a “economia-contabilidade” como o soporífero para perpetuarem a sua ideologia ultra liberal e anti-social. E os Órgãos de Comunicação Social especializaram-se em temas económicos, mas sempre sem questionarem os fundamentos do “pensamento único” que anunciou “o fim da história”.
Mas a história foi-se fazendo. Embora de baixo de água e silenciados, os cientistas da economia foram exercendo o seu dever de análise crítica e de clarificação dos cenários que se vão apresentando nos nossos futuros.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

GENTES & TERRITÓRIOS

GENTES & TERRITÓRIOS
- uma combinação virtuosa para o Progresso !

Desde há muito que considero e publicamente defendo que o Desafio da “Coesão Territorial” é uma questão central nos impasses e oportunidades dos nossos Desenvolvimentos. Hoje essa ideia está reforçada e mais clara. Porque os desequilíbrios territoriais continuam a agravar-se e, principalmente, porque concluo que a desvinculação das Pessoas e actividades económicas com os Territórios é a causa das causas das nossas actuais Crises.
Esta visão e postura aérea não tem a ver connosco Humanos, porque não somos Pássaros. Nós temos obrigatoriamente de ter cabeça, tronco e membros ligados à Terra. Só artificialmente e a espaços planamos sobre a Terra. Quando somos afastados dos nossos Locais-Comunidades vamos perdendo identidades e visões humanistas. Vamos sacrificando os nossos futuros, particularmente os dos vindouros, porque nas pressas dos voos do já, hoje e na hora perdemos lucidez estratégica.
Exemplo claro e brutal do afirmado são os “Impérios Financeiros”, que voam nos céus observando e intervindo em todas as partes do Mundo, mas sempre desligados dos Territórios e das Gentes. E todos sabemos o que essas práticas e posturas provocaram no nosso Mundo, Continente, País, Região e Local. Diremos que uns encavalitados lhes vai faltando o ar e outros sem calor de largas envolvências humanas vão arrefecendo, mas uns e outros tristes e sem irem tocando e perspectivando as possíveis felicidades terrenas.
Exige-se, pois, que se desenhe e incremente Estratégias que gerem “uma combinação virtuosa de Gentes & Territórios para o Progresso. Esta uma opção de vida ou morte para TODOS NÓS E PARA O NOSSO PLANETA.
Repovoar e descongestionar Territórios será imprescindível. Mesmo do ponto de vista estritamente económico, densidades demográficas equilibradas favorecem um desenvolvimento sustentável, particularmente agora com o estreitamento de distâncias, face ao avanço fabuloso das comunicações entre Pessoas e Territórios.
Este caminho implica que todas as lideranças – políticas, sociais, económicas e territoriais – se envolvam neste Desígnio, o que significa abandonar “mais do mesmo” e combater os “lobbys conservadores”. Ao Estado exige-se Políticas Públicas que incrementem, favoreçam e facilitem este caminho, seguindo as conclusões das avaliações críticas do que foi e não feito nas últimas três décadas. À Sociedade Civil Organizada caberá o imprescindível papel de mobilização dos actores e empreendedores nos diferentes Territórios para, de forma conjugada, para novos e renovados projectos e iniciativas. Mobilização que exigirá divulgação, sensibilização e formação de grande qualidade e amplamente participada.
Como diz o Povo, “mais vale tarde , que nunca !”. Mas o tempo URGE !
Façamo-nos ao caminho !

José Carlos Albino
Messejana, 26 de Setembro de 2011 .

Nota : - Sugiro leitura ou releitura do Artigo de Miguel Sousa Tavares na últina edição do “Expresso”, intitulado “O que correu mal ? “.

V. P. V. - "Uma geração perdida" -

V. P. V. – assume AUTO-CRÍTICA…?!
( “Uma geração perdida” – 25/09/2011 no “Público”)
Como leitor compulsivo dos artigos de opinião de Vasco Pulido Valente desde que é colunista na Comunicação Social e seu antigo aluno no ano de fundação do ISCTE em 1972, congratulo-me com a sua crónica intitulada “Uma Geração perdida”, porque parece que se incluiu nos alvos dos seus pertinentes e terríficos “ataques” aos dirigentes políticos, sociais, económicos e científicos do nosso país, particularmente nos “tempos” pós-25 de Abril, com liberdade e democracia.
Porque VPV é, desde jovem estudante, investigador e professor, um Activo Agente de Intervenção na Vida Pública Nacional, incomodava-me que a sua contundente e áspera capacidade crítica nunca se tivesse virado para si e para os seus parceiros de percursos públicos, integrantes duma Geração ( a de 50/60/70s ). Gostei da crónica porque lúcida e com valorização da capacidade de sabermos nos olharmos criticamente. Mas penso que a “matéria” tratada exige melhores e mais abrangentes análises. A “Geração Perdida” não é caracterizada e claramente identificada nas suas posturas, com tronco comum e vários ramos diferenciados.
Então, umas notas breves para desafiar a que se desenvolva esta matéria da(s) “ Geração(ões) Perdida(s)”.
No quadro da Geração dos Jovens que nasceram para a Intervenção Cívico-Política nos anos Sessentas e Setentas, ainda com o Regime de Ditadura, observaram-se no Pós 25 de Abril diversos percursos de modos e tipos de Intervenção na Vida Pública Democrática. Mas penso que houve e há dois caminhos principais nestes percursos. Uns, que nunca abandonaram a assunção de Responsabilidades de Lideranças Políticas e/ou Sociais nestas quatro décadas de Regime Democrático e, assim, alvos da análise crítica pública. Outros que, com pontuais Intervenções na “Coisa Pública”, vieram a ausentar-se duma Intervenção Cívica e Política de Compromisso com Organizações Sociais e Políticas ou Instituições do Estado Democrático. Mas com vários a serem proclamados como “fazedores de opinião”.
Se os que tem estado activos e com responsabilidades são brutalmente avaliados por VPV e cronistas de serviço, os ausentes e escondidos são excluídos de qualquer avaliação e critica. Está bem,,? Eu sou daqueles que consideram que mais vale uma má decisão, do que fugir a ter respostas.
Por aqui me fico, na esperança que o desafio de debate seja aberto e construtivo.

José Carlos Albino
Messejana, 26 de Setembro de 2011 .

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Jantar de Comemoração do Final Assumido do MES !!!

Caros Amigos 1

Para os que o MES - Movimento de Esquerda Socialista -, signifique algo nas suas vidas, visitem o blogue : - 74mes81.blogspot.com - .
A mim diz-me muitíssimo !

Abraços Solidários e Livres !

zé carlos albino .

domingo, 11 de setembro de 2011

IntervençãoPública-PS Congresso

XVIII CONGRESSO DO PS

Intervenção de Delegado Eleito na Concelhia de Aljustrel – Baixo Alentejo .

Car@s Camaradas !

Começo por vos saudar a todos que, com cabeça e coração abertos, querem fazer renascer a Esperança dum Portugal Unido, Justo e Solidário. Nos bons e maus momentos, os Socialistas sempre foram dizendo PRESENTE ! E estou certo que deste nosso Congresso sairão as sementes para REINVENTAR PORTUGAL !
Esta minha intervenção vem na sequência lógica das Moções Sectoriais que apresentei nos dois últimos Congressos. E das posições que nos Órgãos Próprios fui defendendo. Mas sempre assumindo e actuando no quadro das deliberações democráticas do nosso PS. Nunca publicamente desertei e, internamente, nunca deixei de dizer o que vinha pensando. Esta a postura que devemos aprofundar e, seriamente, praticar.
Mas,,,,hoje,, o que vos quero transmitir ? Um escasso balanço e ideias de futuro a ser trabalhadas.

Camaradas !
Ao pensar na retrospectiva e balanço, que considero indispensável ser arduamente prosseguido, deixo-vos com o que escrevi na Moção “Cumprir a Democracia Progressista”. Apenas do Intróito,,,Dizia,,,,
“A fazer 4 décadas de Democracia, após 5 décadas de Ditadura Conservadora e Imobilista, sentimos e verificamos que o desígnio do Desenvolvimento equilibrado e sustentável do nosso País não está adquirido. Vivemos um momento de encruzilhadas, sem fim á vista.
Duas razões principais são de destacar. A fragilidade e conservadorismo do Tecido Empresarial e os equívocos das Políticas Económicas Estatais. E, ainda, a ténue Cultura Cívica da maioria da População, que não vivificou uma Democracia Global e Adulta.
O Partido Socialista tem responsabilidades nos grandes avanços conseguidos, mas, também, na ausência de processos de regeneração cívica e económica. As mudanças iniciadas e proclamadas não se aprofundaram, nem foram persistentemente prosseguidas.
Nos tempos actuais,,,é necessário que a resignação e descrença sejam,,desafiadoras de movimentos construtores de alternativas superadoras dos modelos que nos foram enganando. “ ,,,fim de citação…
Quanto ao Indispensável Balanço ficam estas ideias e afloramentos. E, agora, Quais os Desafios Decisivos na actualidade ?
Em síntese e simplificando, são três.
Primeiro. Reestruturar, de forma progressiva, a globalidade do “Aparelho de Estado”, no quadro duma Democracia revigorada e mobilizadora da sociedade e da cidadania.
Segundo. Procurar, projectar e clarificar a Estratégia de Desenvolvimento Económico que, na nossa identidade, nos torne solidariamente competitivos na “Aldeia Global” do Século XXI.
E terceiro. Aprofundar a aposta na Educação e Cultura da Globalidade da População, com visão humanista, pragmática e científica.

Car@s Camaradas!
Por “defeitos de ofício” e porque sou do “Interior Despovoado”, concretamente do Baixo Alentejo com Beja Capital, quero deixar breves e temáticas orientações para que se vá prosseguindo um Modelo da Economia Portuguesa do Século XXI,,,com FUTURO !
No quadro do fomento dum tecido empresarial que aposte nas reais potencialidades específicas de Portugal, reformulando e inovando, queremos destacar uma OPORTUNIDADE que tem que ser prosseguida. E esta é:
Apostar, de novo, em TODO O TERRITÓRIO NACIONAL ! Os territórios, ainda semi-virgens, de todo o Interior e Zonas Rurais têm que ser vistos como espaços das oportunidades das economias deste novo século. Dois terços do território nacional que tem sido abandonado e despovoado, constitui um verdadeiro tesouro na Europa que integramos.
Os tempos actuais não apontam “para fazer mais do mesmo”. Exigem repensar e reconstruir iniciativas e empreendimentos que envolvam todo o território nacional.
Os sectores emergentes do Turismo e Lazer, das Indústrias Criativas e dos “Novos Serviços”, a par da exigência duma aumentada e reinventada Agricultura, transformam o Interior como um espaço de eleição para a Economia que sustente o país no futuro.
Pensar e executar políticas para o TODO NACIONAL exige-se. O desafio está feito. Aceitá-lo e prossegui-lo está nas nossas mãos. Mobilizemo-nos !
Confiante no PS que vai emergir deste nosso Congresso, temos que “arregaçar mangas e neurónios” para darmos Esperança aos Portugueses. Mais uma vez responderemos aos desafios nacionais!
Viva a Democracia Progressista !
Viva Portugal Todo !
Viva o PS !

José Carlos Albino
( Delegado da Concelhia de Aljustrel – Baixo Alentejo )

9 de Setembro de 2011 .
 
Acessos: